Por que as siglas proliferam neste arquivo
O arquivo OVNI/OVNI tornou-se, desde 2017, um terreno institucional e burocrático muito denso. As agências governamentais, os programas militares e as audiências parlamentares produziram um léxico técnico que os grandes meios de comunicação utilizam frequentemente sem explicação. Este guia esclarece os termos mais comuns.
UAP – Fenômenos Aéreos Não Identificados
UAP (Fenômenos Aéreos Não Identificados) é o termo oficial adotado pelo Pentágono, pela NASA e pelo Congresso Americano para designar o que o público em geral chama de OVNI. A mudança na terminologia remonta a 2020.
Razões para a mudança: O termo “OVNI” foi visto como muito carregado culturalmente – evocou imediatamente imagens de ficção científica. “UAP” é neutro e descreve precisamente o que observamos: um fenômeno aéreo cuja origem não está estabelecida.
Nota: desde o NDAA 2023, o termo oficial evoluiu ainda mais para UAP ou UAS não cooperativos dependendo do contexto, mas “UAP” continua sendo o mais utilizado em documentos públicos.
AARO — Escritório de resolução de anomalias em todos os domínios
AARO (Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios) é o escritório oficial do Pentágono responsável por detectar, identificar e atribuir objetos e fenômenos anômalos nos domínios aéreo, marítimo, subaquático e espacial.
- Criação : Julho de 2022, pela Lei de Autorização de Defesa Nacional de 2022.
- Mandato : centralizar relatórios de todos os ramos militares americanos, coordenar análises, produzir relatórios anuais públicos.
- Diretor : O Diretor da AARO reporta-se diretamente ao Secretário de Defesa e ao Diretor de Inteligência Nacional.
- Relatórios publicados : EF2022, EF2023, EF2024 – disponível em aaro.mil.
- Limite principal : AARO não tem mandato legal para acessar todos os programas classificados – alguns estão sob a responsabilidade de outras agências (CIA, NSA).
PURSUE — o programa de publicação maio de 2026
PERSEGUIR é a designação oficial do programa proativo de publicação de arquivos UAP implementado pelo Departamento de Guerra em 2026, por meio da plataforma WAR.GOV/UFO. Duas parcelas foram publicadas: 8 e 22 de maio de 2026.
Ao contrário das desclassificações anteriores (muitas vezes ligadas a fugas de informação ou decisões legais), PURSUE é um mecanismo institucional planeado para publicação. Os arquivos são selecionados, anotados e postados on-line de acordo com cronograma comunicado previamente ao Congresso.
NASA – por que a agência espacial está envolvida
La NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço) não é uma agência de defesa – seu envolvimento na questão dos UAPs é específico e limitado.
- Em junho de 2022, a NASA formou um equipe independente de estudo de OVNIs de 16 pesquisadores, liderados por David Spergel (cosmólogo, Princeton).
- O seu relatório, publicado em 14 de setembro de 2023, conclui que não há dados suficientes para identificar a origem dos UAPs e recomenda uma abordagem científica rigorosa.
- A NASA nomeou o primeiro Diretor da UAP (Dr. Mark McInerney, 2024) e abriu um portal science.nasa.gov/uap.
- O mandato da NASA neste assunto é científico e civil – ela não coordena com a AARO em aspectos confidenciais.
Outras siglas comuns
Fontes usadas
- DoD/AARO — Site oficial aaro.mil, relatórios FY2022, FY2023, FY2024. Definições e mandatos oficiais.
- Leis de Autorização de Defesa Nacional 2021, 2022, 2023 — Cláusulas relativas às UAPs, criação da UAPTF e depois da AARO.
- NASA — Relatório da equipe de estudo independente da UAP, 14 de setembro de 2023. Disponível em science.nasa.gov/uap.
- GUERRA.GOV/OVNI — Programa PURSUE, descrição oficial do mecanismo de publicação.
- Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional — “Avaliação Preliminar: Fenômenos Aéreos Não Identificados”, junho de 2021.