Apollo e os UAPs – o que os astronautas relataram, arquivos PURSUE desclassificados
📡 Arquivos da NASA 🚀 Apolo 23 de maio de 2026

Apollo e os UAPs: O que os astronautas relataram – arquivos PURSUE desclassificados

Entre os 161 arquivos divulgados pelo programa PURSUE em 8 de maio de 2026 estão arquivos relacionados às missões lunares Apollo. Os relatórios dos astronautas, guardados há mais de cinquenta anos, estão agora acessíveis ao público. O que estes documentos revelam – e o que não resolvem.

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Por que as missões Apollo estão nos arquivos PURSUE

O programa PERSEGUIR - Preservando e desclassificando registros de avistamentos de entidades não identificadas — foi criado por ordem executiva da administração Trump em janeiro de 2025. O seu mandato abrange todos os registos do governo dos EUA relacionados com fenómenos aéreos não identificados, incluindo documentos de agências civis como a NASA.

As missões lunares Apollo (1968–1972) ocorreram numa época em que o governo dos EUA documentava sistematicamente quaisquer incidentes ou observações incomuns ocorridos durante suas operações espaciais confidenciais ou confidenciais. Esses relatórios, há muito mantidos em arquivos de acesso restrito, fazem parte do corpus de 161 arquivos publicados na primeira onda de desclassificação em maio de 2026.

📋 Declaração oficial

O Departamento de Guerra dos EUA divulgou 161 arquivos em 8 de maio de 2026 como parte do programa PURSUE. A NASA é citada entre as agências cujos registros foram encaminhados para desclassificação. Fonte: war.gov/PERSEGUIR.

Esta não é uma revelação espontânea da NASA: a agência espacial transmitiu os seus arquivos na sequência de uma liminar resultante do decreto presidencial. O quadro é, portanto, o da desclassificação forçada e não voluntária.

O que dizem os números: Apollo no corpus PURSUE

161 total de arquivos publicados em maio de 2026
6 Missões Apollo com pouso na lua (1969–1972)
1969 data do documento Apollo mais antigo
✅ Fato verificado

As transcrições das comunicações entre os astronautas da Apollo e o Centro de Controle da Missão de Houston foram arquivadas e parcialmente disponibilizadas pela NASA há décadas. Partes dessas transcrições mencionam “objetos brilhantes” ou “luzes” observadas nas cápsulas ou na superfície lunar.

Estas observações não são novas em si: investigadores independentes já tinham extraído certas referências desde a década de 1990. O que a desclassificação do PURSUE fornece é a confirmação oficial de que estes relatórios foram formalmente documentados em arquivos do governo - e não simplesmente mencionados verbalmente.

💡 Hipótese

Alguns analistas acreditam que relatórios adicionais, separados das transcrições públicas, poderiam aparecer nos arquivos transmitidos ao PURSUE – incluindo avaliações elaboradas pelos serviços de inteligência com base nas comunicações da Apollo. Esta hipótese não está confirmada nesta fase.

Apollo 11: a observação não resolvida de julho de 1969

O caso mais documentado é o da Apollo 11. Durante o trânsito Terra-Lua, os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins relataram ter observado um objeto luminoso próximo à sua trajetória. A conversa foi registrada nas transcrições oficiais da missão.

✅ Fato verificado

As transcrições oficiais da Apollo 11 (disponíveis no site da NASA) mencionam a observação de um objeto luminoso não identificado durante o trânsito. Os astronautas consideraram primeiro a possibilidade de se tratar de um painel de módulo lunar separado (painel SLA), antes que esta hipótese fosse considerada improvável dada a distância.

A NASA nunca forneceu uma explicação definitiva para este objeto. Nos registros científicos existentes, esse incidente é classificado como “não resolvido” — o que não significa “inexplicável”, mas que o inquérito administrativo não produziu uma identificação formal.

❓ Não estabelecido

Não há confirmação oficial de que os arquivos PURSUE de maio de 2026 forneçam novos elementos específicos para o incidente da Apollo 11. A identificação deste objeto permanece oficialmente sem solução desde 1969.

Apollo 17: declaração de Edgar Mitchell e arquivos associados

Edgar Mitchell, astronauta da Apollo 14 (não 17 – uma confusão comum), é um dos membros do programa Apollo mais citados no contexto dos UAPs. Mitchell declarou publicamente, após sua aposentadoria da NASA, que estava convencido de que fenômenos não identificados haviam sido observados e encobertos por agências governamentais dos EUA.

📋 Declaração oficial

Edgar Mitchell testemunhou perante o Congresso dos EUA e em discursos públicos entre 2008 e 2015. Ele afirmou que funcionários da inteligência militar confirmaram pessoalmente a ele a existência de contato não humano. A NASA se recusou a comentar essas declarações.

Estas declarações são testemunhos pessoais e não documentos oficiais. Eles não foram corroborados por outros astronautas da Apollo num ambiente formal. O fato de aparecerem na literatura sobre OVNIs não os eleva ao status de “fatos verificados” na ausência de documentação cruzada.

Fevereiro de 1971 Missão Apollo 14 - Edgar Mitchell caminha na Lua. Nenhum incidente de UAP é relatado nas transcrições oficiais da missão.
2008 Mitchell disse em um programa de rádio que funcionários do governo o informaram sobre contato extraterrestre. A NASA nega qualquer envolvimento.
Maio de 2026 Publicando arquivos PURSUE. Registros relacionados às missões Apollo fazem parte do corpus, mas seu conteúdo preciso ainda não foi totalmente indexado publicamente até a publicação deste artigo.

O que a desclassificação PURSUE não diz

É crucial distinguir o que está documentado do que é amplificado. A divulgação dos arquivos PURSUE não implica que a NASA esteja validando hipóteses extraterrestres. A agência mantém uma posição consistente desde 2023: os OVNIs merecem uma investigação científica séria, mas nenhum dos fenômenos documentados até o momento foi atribuído à inteligência não humana.

📋 Posição oficial da NASA (2023–2026)

O relatório UAP da NASA de setembro de 2023, escrito por um painel independente de 16 cientistas, conclui: “O painel não encontra nenhuma evidência de que os UAPs tenham origem extraterrestre, mas não pode descartá-la”. Recomenda a utilização de métodos científicos padronizados para futura recolha de dados.

A NASA está agora participando da coleta de dados de UAPs em coordenação com o AARO (All-domain Anomaly Resolution Office). Esta colaboração institucional está documentada e marca uma mudança significativa em relação à posição da agência antes de 2021, que era ignorar publicamente o tema.

💡 Hipótese atualmente em avaliação

Alguns pesquisadores acreditam que os arquivos da Apollo transmitidos ao PURSUE podem incluir avaliações de inteligência nunca antes divulgadas sobre observações orbitais não resolvidas. Esta hipótese só será verificável após a indexação completa dos 161 ficheiros, processo que pode demorar vários meses.

Como acessar e ler arquivos corretamente

Os 161 arquivos PURSUE são teoricamente acessíveis através do portal war.gov. Na prática, a sua consulta requer a identificação de documentos individuais dentro de um corpus ainda não totalmente indexado pelos motores de busca públicos. Várias organizações – incluindo o Black Vault e jornalistas credenciados de publicações como DefenseScoop – estão trabalhando para produzir índices anotados.

✅ Método documentado

Os documentos desclassificados dos EUA podem ser acessados através do portal FOIA (Freedom of Information Act) e dos Arquivos Nacionais (archives.gov). Arquivos específicos do PURSUE estão hospedados em war.gov de acordo com a Ordem Executiva de janeiro de 2025.

Para avaliar um documento de arquivo: verifique o número de classificação original (ex.: “SECRET//NOFORN”), a data da redação, o órgão de origem e as partes ainda parcialmente obscurecidas (redigidas). Uma página completamente apagada não é uma confirmação – é uma lacuna de informação.

VIDEO OVNI continuará a analisar os arquivos PURSUE à medida que forem indexados publicamente. Nossas análises seguirão sistematicamente o quadro editorial: [Fato verificado] / [Declaração oficial] / [Hipótese] / [Não estabelecido].

Análise de VÍDEO OVNI

As missões Apollo produziram observações não resolvidas. Está documentado. O que os ficheiros PURSUE acrescentam ao quadro é a confirmação de que estes relatórios foram formalmente arquivados por agências governamentais – e não simplesmente registados em transcrições públicas.

Não é nada. Cinquenta anos de política institucional de minimização destas observações estão a dar lugar à desclassificação ordenada por decreto presidencial. A mudança é real.

Mas é preciso cautela. “Arquivado” não significa “inexplicável para sempre”. “Não resolvido” não significa “extraterrestre”. E “desclassificado” não significa “revelado” – muitos desses documentos ainda estão parcialmente ocultos.

A verdade é mais interessante do que a especulação: instituições cujo papel é explorar o espaço admitem oficialmente que observaram fenómenos que não conseguiram identificar. É o ponto de partida de uma investigação séria – não a sua conclusão.

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Descriptografia de arquivos Apollo, análise de arquivos PURSUE e UAP em vídeo.

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Fontes e referências

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